domingo, 31 de julho de 2011

"Amorlóide"




Liberte-se o grilhão da auto piedade
Nefasta absurda pura destruição
implode a inauguração do gênero açoite-perturbação
enquanto afirma enlouquecida néscias tentativas
"embolíticas" estado crítico da afeição
embola no bolo vende o ouro de tolo
ao pedinte a esmola parecerá mais triste
e nem - perdão - me compadeço
refletindo no lago da amargura
o conceito exasperado mirrado
de não se obter no ter o que procura
tropeços troçam da sua posição
Aos conhecedores da mágica magia cifrada
Decifrada e violentamente sacramentada
nostálgico sonhar pesadelo zumbístico
"Amorlóide" nem amor nem orgia
Destroçar o troço insistente
Urgia que se fizesse enquanto nulidade
rugia no antro do "não sei..."
Foguetes introspectivos da sanha
insana desvirtuada pseudo irônica
treva da incompreensão tempo vento
Paranóicas psicocrenças pseudo despudor
No furor do desprezo rascante
torpezas inocentes inócuas
Solitária folia?
Deo gratias. Anti sintonia.
O tempo que tudo leva
Eleva. Releva. Me leva. Me vela.

Lilo, o Esquilo - Para a Ana Clara e o Bernardo





Lilo, o esquilo

vive sempre a brincar
quando está contente
ele não para de pular
Esquilinho lindo,
amigo igual não há


Pula, pula, pula
coçando o nariz
Lilo vem dançar,
ser feliz
e pedir bis
E o nome dele é Lilo
Lilo o esquilo
Vamos, amiguinho
então aproveitar
Porque daqui a pouco
é a hora de almoçar
A mamãe esquilo com carinho
diz assim:

Lilo, amorzinho,
dá um abraço em mim!

Já disse esquilinho
é hora de "papá"
Junte as mãozinhas
porque nós vamos rezar

Ao Papai do Céu
eu vou agradecer
e a minha comidinha,
toda, toda vou comer!



Lilo, o Esquilo. Compus com todo o Amor para os meus bebês e eles adoram :)
Às vezes tiro no piano...é ótimo, com Lilo, o Esquilo, por perto, eles sempre comem tudinho!

Pluralidades



Pluralidade intensa intencional
de multidões incorruptas febris
de devocionais anjos portentores
dos terríveis mistérios abissais
daquilo que sempre será ainda,
ainda não sendo encerrado,
Tempo...inexiste futuro, passado.
Sobrevoam paulatinamente sobrepujando
angélica mega infantaria
sutil solene silente sobriedade
o todo imenso mundo ardiloso leque
Possibilidade.
atravesso ignorando os gritos dos insatisfeitos
translúcido agreste celeste fértil
vale, de tudo aquilo que vale
Em mim, artifícios assombram
justo pelo que nada representam
irrompem afrouxando o fato
Insaciável gula pelo factóide
Os Anjos indóceis guerrilheiros
são a minha constante companhia
presenciam a precipitação,lenta agonia
dos bizarros anti-cupidos que,
esculpidos cuspidos desfaçatez do gozo
atormentam, exaurem, esgotam
indiferente aos apelos lodosos
apelo apenas apagar a ausência
Sigamos.
Não há outro jeito,a não ser
avançar pela porta, alcançar
transpostos os elos do selo
do zeloso ancião erro.
Basta, portanto, a guarda
Os Anjos Espadachins conduzem
A volta trinfal que apresenta
o portal do horizonte,chego
Aporto tal parto, assim
Chego e descubro por onde eu vim.
Enfim. O fim.

sábado, 30 de julho de 2011

Presente da Milene Sarquissiano

Poemeto lindo da minha amiga Milene - Amei!!

Sinfonia                                  

se renata

serena tá

serenata

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Janelas


Abro as janelas da Alma
recupero minha inexistente calma
sondo o inexorável, tateio
livro de comédias da vida,
leio, releio, para ver se creio
Vivo tão somente o inexplicável
E, sendo, sempiternamente
O que sempre desde eras desconhecidas
Fui, ainda me surpreendo ante o que não foi
Desfragmento desoriento rendo graças
ao meu multifacetado ser
Continuar andando é o que faço
Observo: ampulhetas ameaçadoras atentam
Intentam, ninfas pecadoras
protótipos das porra-loucas
Destemidos emissários divinais,
cintilam e desabam divisando
a óbvia obscenidade
Faz-se tarde, cobra-se a concluída decisão
Game over. O destemor ainda vem antes
da chegada soturna e antiga
Da solidão.

Renata Rothstein

Compaixão & Com Paixão


Meu Amor, Eterno e incondicional
Eterna Manhã, nascente, resplandece reluzente
Está em mim, "Amor Eu", intensa completude
Avança em minh'alma tornando-a só tua
Como esta morada infinita, esta presença
Secretamente às multidões declaro meu amor gritado
Amor que acalma, amedronta, adormecido desassombra
E vivo, vive o quanto vibro, você.
Sombra sem tato, tateio o inexistente
escoando pela pluma o gigantesco
intenso, portal, que decerto virá
Inexoravelmente
Reflito no teu reflexo receio recear
sem nexo, anexo meu sexo, te testo
Todo o teu ser, ver teu ser, ser.
renascerei amanhã, enquanto os tolos
repousam inocentes em seus leitos
Encontro inexplicáveis jeitos, eleitos
Imersa na luz extremamente clara
absurdamente emergindo da manhã
eu adentro no raio ofuscante
Me rendo, aprendo,
dia após dia
deliciosamente, a decorar você.

Renata Rothstein

Cedo entardeço


Entardecendo cedo certamente cede
minha alma, que cegamente, segue
em meio aos familiares, contadores de histórias
eucaliptos, semi fantasias da solidão
percorro, corro, coração hemorrágico
o sofrido sangue sereno solfêjo
do que, juro, havia, naquela miragem
mirabolante manhã
Quando calabouços ainda tremiam, fremiam
eram apenas o arcabouço
Predições, artes, magias benfazêjas
o tudo, que contudo, ardia
Desfazia-se.
Do pó ao pó, finda-se o dia.
sigo pela trilha a estranha matilha guia
daquilo que nunca foi
num dia que não havia
Escolha da vida? ou minha?
Semeando sigo silenciosamente
Diuturnamente entre a matilha insolente
Solenemente aplaudo o caos,
avisto os eucaliptos, do cais.
Carrego no ombro o realêjo,
ambíguo mensageiro da sorte
Encaro o poente, anoitece
Morro a vida e vivencio a morte.

Renata Rothstein



Arthur Rimbaud

L'ETERNITÉ
Elle est retrouvée.
Quoi?
L'Eternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil.

Âme sentinelle,
Murmurons l'aveu
De la nuit si nulle
Et du jour en feu.

Des humains suffrages,
Des communs élans
Là tu te dégages
Et voles selon.

Puisque de vous seules,
Braises de satin,
Le Devoir s'exhale
Sans qu'on dise: enfin.

Là pas d'espérance,
Nul orietur.
Science avec patience,
Le supplice est sûr.

Elle est retrouvée.
Quoi? –
L'Eternité.
C'est la mer allée
                      Avec le soleil.
                         [Mai 1872]


                        A  ETERNIDADE                             (Tradução:  Augusto de Campos)


De novo me invade.
Quem?
A Eternidade.
É o mar que se vai
Como o sol que cai.

Alma sentinela,
Ensina-me o jogo
Da noite que gela
E do dia em fogo.

Das lides humanas,
Das palmas e vaias,
Já te desenganas
E no ar te espraias.

De outra nenhuma,
Brasas de cetim,
O Dever se esfuma
Sem dizer: enfim.

Lá não há esperança
E não há futuro.
Ciência e paciência,
Suplício seguro.

De novo me invade.
Quem? –
A Eternidade.
É o mar que se vai
Com o sol que cai.


Bela  inspiração para quem espera a invasão de Eternidade. Eternização.

"Vamos apreciar sem vertigem o tamanho de minha inocência."
            Arthur Rimbaud

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Antiteístas hieróglifos

Averiguando a vida, livros ordinários
julgo: o juízo não se faz mais necessário
quando aquilo que se pressente
o nada do totalmente inexistente
que já se fazia, de fato, em brumas se consumia.
Sumia.Sem sentido.
 Cem anos, viver contido. Contrito.
Contententamento sequestrado
contundentemente veio
e revelou-se, furor franzino
Daquilo que eu  ainda  poderia
traçar, compulsivamente, usando
compassos ilusório-efervescentes
Mais tudo do que o existente
é somente o ter no âmago do amanhã
 a ânsia tão ansiada, cansada
 esmagada brutalmente
renegada ao direito de estar.
Quando as luzes de neon avisam que é a hora da partida
cavalgo céus recolhendo estrelas
Lembranças...
que de alguma forma
me tragam à  memória
Misterioso pensamento
Hierografado.
Arco celestial apagado
Antiteístico espetáculo
cometas fugidios surgiam
enquanto no caos nascia,
destemperada,  a tempestade
 chegada tarde, e ardendo no apêlo,
 Apelo, não me impeça de tecer castelos
não peça, nada pode impedir
desordenados indesejados furacões
às vezes surgem, sem ninguém pedir
Ou impedir.
E, com mágicas mãos feridas
do arado trilhado no chão
da caminhada indefinível - sem chão
Ato contínuo, continuo sozinho no ato
perco o chão, ao exercer tão somente
latente obviedade
realidades vindas tarde.
Aquilo que se faz ausente.
Real é a momentânea
realidade permanente
da presente solidão.

Renata Rothstein

Sincera anti-santidade

Não, definitivamente
eu não quero ser santa
a santa anta meta mesmice
entregue aos deuses da semi-tolice
Meu valioso valoroso prêmio
Premiada sem vergonhice
quando os falsos pudores arranham
explosivamente de supetão os arranha-céus
que cruelmente cruamente implodem em mim
Eu desentravo no trago o espanto
no tempo do mapa info-trapo
Revelo em auto-relêvo no enlêvo
Da vida que sem peso e sem pesar - vem.
Prefiro a sofrida bem vinda agonia
À fingida detestada alegria
De viver sem ser - de fato
tudo aquilo que na verdade se é.
Se é que é.
É.

Renata Rothstein

terça-feira, 26 de julho de 2011

Precipícios

Quem disse, afinal
que no final haveria salvação
no pretenso pré apocalipse,
se houvesse luz no vertiginoso eclipse
quem olhasse e visse, no vértice
a antítese da primazia antena-se
com a tenacidade
No passeio do lunático solitário
 trazendo no ombro o cajado
calado segue, encarquilhado
 escravo de sua própria solidão
entristece sobremaneira a sombria visão
do ex- aventureiro cruzando o espelho
vazando os sonhos perdidos
na lua da ilusão do mago corrompido amargo coração
vencido pelo louco amigo, seu pungente aflito pedido
Perdido. Considerando bastante a pressa do nunca chegar
o sábio reconhece a realidade inevitável
de ver que ao chegar, conclui-se-á, lá
Lunares mudanças trazidas no vento do indisfarçável
sinalizando que o tempo, implacável,
faz dos sábios o nada que se pretende
e torna a loucura sacrifício daqueles que ainda
pretendem, antes de todo o fim
trazer à tona, imolado
o esmolado eco do poço do djin
da loucura lunar que habita no
precipício, princípio de cada fim.
Fim, caminho, início
em mim.

Renata Rothstein

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ritual


A tua deliciosa, safada, insistente
Língua, em mim
Quente, ardente
E ferve,  indomável, percorre célere
meu corpo febril e clemente
pelos teus beijos e amassos, no meio de abraços,
delírios espírito-carnais
teu sarro em minhas coxas, macias tenras que anseiam
línguas ardentes, adoro, indecentemente
sou estrela cadente q ascende - e acende
volúpia ao ser, mulher, amante e fêmea,
 Anjo orgástico, deva magia
E me rendo...
 macho, braços, ombros, pernas,
 contundente delícia fremente
Enlouqueço lucidamente e tornando certo
 decerto, acerto
sacralizando tua língua em meu ser
e me encharco inteira  em você, penso morrer
e vibrando você em você renascer
Corpo e alma e bocas e sexos
encontros voluptuosos, incandescentes
ambiciono teu falo, te falo
sacras imoralidades
te amo, onde a libertinagem
  é realização, sem pecado e sem perdão
 me abrindo, persigo você,
à meia luz, e sob o céu, sagrado
 gozando, sentir você, te agarro
e recomeço recomeços, agrado
Te amo amando um amor
Mais do que amado.

Renata Rothstein - Ao Eriko, Amor e Companheiro de Muitas Vidas!

domingo, 24 de julho de 2011

Mais de Amy...

Amy

Era mesmo uma DIVA, uma DIVA VERDADEIRA, "INCRIADA" não uma mocinha encantadora e afinadinha alçada ao posto de superstar, cantora pop feita em laboratório.

Amy Winehouse, ente dotado de voz, presença, atitude e de tudo o mais que eterniza o artista, não tinha (outra característica dos verdadeiros e inigualáveis talentos) a noção do alcance de seu trabalho.

Ela queria apenas "ser diferente" e ao mesmo tempo exercer a liberdade de simplesmente ser uma garota londrina com os sonhos que toda menina que leva uma vida "normal", tem - sim, ela sonhava ser patinadora em supermercado e dona de casa - mas como, depois de descoberta, poderia a menina londrina que sonhava em levar uma vida simples ao lado da família ter uma vida sem grandes surpresas e reviravoltas?

O mundo espera, ardentemente, por estrelas como Amy, o mundo recebe, idolatra...e cobra, cobra muito por tal adoração.

Amy Winehouse declarou certa vez que não entendia o que havia de especial nela.
"Eu apenas gosto de cantar, escrever, e gosto de música boa."

E afirmava sua insegurança em relação a tudo que envolvia sua imagem, sendo, de certa maneira, ela mesma uma estranha no espelho:
"Sou cantora e não modelo. Me sinto mal com a minha figura, fico insegura. e quanto mais insegura me sinto, mais uso maquiagem e maior fica o cabelo. Eles me protegem."

Infelizmente a maquiagem e o cabelo não foram suficientes para camuflar a insegurança e a timidez de Amy.

Cabelo e makeup são artifícios inofensivos, mas ela precisou de mais - e demais.

Vai a pessoa, fica a obra...e a obra de Amy Winehouse, tenho certeza, está grafada com letras douradas nas páginas do espaço infinito.

Desejo, novamente, que ela encontre a Paz.

"...And life is like a pipe /and I'm a tiny penny rolling up the walls inside..."

E mais R&B...Back to Black:
 

Borboletas alucinógenas


Assustado fugitivo fugidio
o belo esperando se transformar em nada
apavorado bloco mitigado
pseudo medo patético
negativa da reflexão
compreensão sobrenatural
tão nossa, natural
Paradoxal
pelo parque dos tempos
que foram e continuarão
borboletas obsoletas
disfarçadas passeiam, mãos dadas
esmolam muletas rifadas
no vale em que todas as coisas
são possíveis se não o forem
de fato.
Arrastam-se as borboletas
enluarando, enlouquecidas
de muletas artificiais
E a fuga para não serem esquecidas
sátira estranhamente vil inocente
Fugaz tenacidade
esquecidas em sua ridícula dolorida situação
lembrando de sua leveza
invertem a situação
o arco dardejante preciso
extrema precisão, paisagem exótica
minha pobre mente - mente
ela própria faz parte do exército
das borboletas - tão leves - de muletas
alucinógena alucinante lancinante lasca do ser
repilo repito recrio receio
amplio meu côro e coro
querendo esquecer eu decoro
Esquecem as borboletas as muletas então
No vale do espaço incontido
voando pela amplidão,
façamos, pois, as pazes,
 a mente e minha criação
olvido, não tem mais jeito
o pretérito é, sempre,
Perfeito.

Renata Rothstein


sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse

Amy Winehouse
Gostaria de dizer algumas palavras a respeito de Amy Winehouse, sua voz inconfundível, seu talento inigualável, seu jeito excêntrico e como ela dizia, problemático de ser...bem, eu poderia falar o que todos já falaram e falar sobre o que todos sabem ou imaginam... mas, todos já falaram.

Prefiro falar somente sobre a criatura admirada por muitos, incompreendida por tantos outros e indiscutivelmente, um dos maiores nomes da soul music contemporânea.

Amy sempre será lembrada , pelas loucuras, pela voz, pelo que foi e pelo que nunca será, simplesmente por "ser" Amy Winehouse.

Verdadeira e Eterna Celebridade Musical, nos deixa - como outros nomes reluzentes da música - prematuramente, mas, posso dizer com certeza, sua Eternal Soul, será reverenciada e referência musical, para sempre.

O que "forja" nomes talentosamente incríveis como Amy, Morrison, Hendrix e outros e o que os move na direção que seguem, é um mistério.

Como fã, alguém que gosta da música "de VERDADE", lamento e desejo que Amy encontre em seus novos caminhos a paz que, por razões que não nos cabe julgar, não encontrou aqui.


Amy Winehouse - R.I.P.

ERIKO ALVYM - ROCK, BLUES & POESIA: EU SÓ QUERIA

ERIKO ALVYM - ROCK, BLUES & POESIA: EU SÓ QUERIA: "Eu só queria que você entendesse o meu amor, eu só queria, eu só queria que você me entendesse, por amor, que só queria, eu só quero..."

Loucaternamar


Ardendo no fogo
da nossa paixão
 eu só posso
na insana possibilidade
te dizer sim - e querer
e assim, sorvendo
na minha gula tua gana
urgente de amar
Te amando
sentindo todo o sentido
daquilo que vibra
que se derrama em sensualidade
explosões de luxúria em mim
quando me invade
faz tua minha violenta doce
feminilidade, altiva e obediente
da tua vontade doce violenta
que inteira, me incendeia
e me faz rainha-escrava da tua
deliciosa masculinidade,
no mesmo intenso ritmo,
infinita na intensidade
e assim criar
o "loucaternamar"
o ato sagrado indecente
de louca terna eternamente
Te amar.

Renata Rothstein




Do alto a autoimagem...


Não! eu não dobrarei os joelhos
ante os  antiéticos vampiros
anoréxicos queixumes
anti querubins, ofensores do estético
patéticos pecadores cegos céticos 
auto imagem sem perdão
eu não me rendo, aprendo
o que eu tenho - ainda - por dentro
aquilo que vem,
o que nunca - infelizmente - se vai
vida orvalhada em orvalho de solidão
ardo na súplica de quem
não dobra os joelhos
aceito conselhos
dramas e revelações,
indolentes reverberações
avanço e não temo o receio
anseio é não recear
o anti clímax seria o não ter
com o que tocar - me toco
ignoro o indigesto conselho
de esguelho a alucinante visão
a viagem deliciosamente perigosa
à minha torre de Babel,
que embasbacada, prevê, revê
milhões de confusões em mim
não consigo configurar meu desconfigurado eu?
E, ainda assim, quando atiro,
salvando minha própria alma-pele do abismo
em que abstraio, nunca
de joelhos, coisa até meio sem jeito
indômito espírito, auto ad hominem
pergunto se eu mesma me traio
no retrair eu retiro o espelho
que me persegue e sabe
mais do que eu
vampiros insólitos solitários suave exogamia
criaturas parasitas perdidas no distante breu
do eu, aceito. Finjo cansaço,
a quente tirania me envolve e despida
da tragédia eu, tragicomédia
circundante cambaleante
errante sigo, reflito
vampiros androgenizados
jamais serão os mesmos,
a vingança da doce criança
quimera inquietante
a minha ânsia de amar.

Renata Rothstein






quinta-feira, 21 de julho de 2011

Dúvida abundante

Dúvida abundante

Confusas confissões “abilolíticas”, abobadas aluadas lunáticas
Criaturas andantes, falantes, impressionadas com o espantoso reino do nada!
Barcos siderais que conduzem ao mar rosa chiclete em que, capitaneando, reina o cego no tiroteio,.
 É, ele também veio!
E o ruminante mór também não podia faltar
este, é claro,  para "aconselhar"
Já não se sabe direito, se o direito era errado,
se era direito ao menos ser pensante
Duvido, anti neurônios galopantes
Diferença atroz para um incerto enlouquecido cavaleiro andante
Traído e traçado, boquiaberto com a tragédia da acefalia purgante.
Quando já não há disparate, que de fato, contunda,
Ainda há a esquizóide esperança
Não sabe? posta-se uma bunda!!
É...já dizia o poeta: "a bunda, abunda"
Preocupo! Eu, que não mereço, vislumbro tal imagem
O preço preocupante galopante de se manter uma simples bunda
Recordo a frase: uma imagem vale por mil palavras!
Concluo o tormento- viagem: tornar-se-á, assim, 
a PALAVRA, multipalavra
Somente, sacanagem?

Renata Rothstein

Punhal


Apunhalo eu, aquilo que em tudo
é meu, perdido, lembrado,
esquecido, quem sabe, num canto
qualquer
Do encanto ausente
anseio reluzente, tremeluzindo
Fantasmagoricamente
Em tudo que sem dó apunhalo
Um Horizonte de breu
Brumas confudem confusas meu eu
lindo importante punhal cravejado de cristais
O temível-desejado encontro com o presente
incrustrados rubis anunciam o nome teu
encerro singrando sangro serpentes
E, no no nascente dia natimorto dia
perante o admirável se faz, refaz
o que deixara, de propósito, para trás
O punhal...que crava, grava, agrava
revive viva silhueta sinais
dos nós em nós.

Renata Rothstein

Folha em Branco


Eu, ainda perdida, na busca de me encontrar
Te encontrar, quem sabe, talvez
Talvez esta seja minha vez
anseio louca a folha em branco
aquela, que acena,
na cena que não esqueci
a cena obscena suave serena
 cena de amor,
doce feroz e serena 
 em que te conheci
dádiva vida folha branca
de paz-esperando-esperança...
quando o não ser é a possibilidade extrema
Explicada
perdida grafada em desconhecida língua
Marcada na folha errada
Desfiladeiros que se inventam
sem hora, roteiros, sem nada
Espirais infinitos dentro de mim
Rascunho, escrevo, apago
Começo outra vez, assim
Quimera tristemente risível,
 força-se a ser crível
auto defesa na folha em branco 
de possibilidades, sendo tudo e sendo
Nada.
No azougue percorre-se estradas ensolaradas
e no fim do caminho clama-se a tempestade
Em sendo aquilo muito tudo
do que pode caber dentro de mim
Enquanto posso ser nada
 no muito
o muito, quase sempre,
 é o disfarce do nada
Há, contudo, esperança, enfim!
Ainda tenho a tal folha em branco
a ser preenchida
Longe do fim
Há Vida,
você em mim.

Renata Rothstein

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Batida

Batida

Eu quero na pele
a batida
ardida, infinda
batuque refinado
quero sentir na batida
a síncope da orquestra
curo o erudito
e venço no grito
rebolo, contigo
resolvo o conflito
seguir a marcação
viver a batida
no batuque requebro
requebro na batida
calipígio refrão
Batida batuque
afro blues neo metal
sacrilégio, não ligo
é a batida
que meu corpo sibilante
anseia
passeia a batida
transpiro a sensação
Batida
despudorada agito
no ritmo sacro-tentação
Perdida encontro no tempo
Meu tempo
Batida
ondulante, vício serpenteante
Vibro na alma o grito silencioso
Delicioso
Batida
Me perco e esqueço o nexo
Viajo rendida
do simples ao complexo
Faço meu próprio compasso
O passo ondulante
compasso faço a batida
que produz o definitivo laço.
Renata Rothstein

20 de julho - Dia da Amizade





20 de julho - Dia do Amigo


Feliz Dia do Amigo, que seus amigos presentes te façam sempre Bem, e que os amigos ausentes cheguem até você, ainda que seja num sussuro saudoso da memória, fazendo presente a aparente ausência...e que os novos amigos sejam , de fato, o bálsamo que muitas vezes necessitamos pela estrada-vida.

Um beijo aos meus amigos presentes -presentes...e a minha saudade eterna aos amigos ausentes, que, no entanto, sempre permanecerão presentes, vivos na vida do meu coração.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Saudades de mim...



Insisto, na manhã em mim, vazia
A manhã é vazia e casa é também.
A vida que antes se apresentava e dizia
Sou a força que transcende o tudo e o nada
Acredite, persigo o sol e caminho trôpega por essa estrada
Eis o que ofereço: esse mistério. Ou o nada.
Do fio do fim da minha audaz provocação
Procuro dócil e selvagem, louca e santa
Dispenso apresentações, deliro e relevo quaisquer devaneios
Se o fim justifica os meios
Aquilo que já não me espanta,
Meio sorriso torna-se gargalhada
Debocho da vida e debocho da morte.
E respeito as duas e a despeito de ambas
Serem na verdade uma constante, posso adorá-las!
Faltam argumentos que convençam
Busco o entendimento, uma luz,  mas o único verniz é o da vidraça
As luzes artificiais seduzem e são tão banais
Prossigo, se há um caminho é porque devo seguir, instigo
Metanóias forçadas não vão me seduzir
Devo? A meta mesmice não me devora
Decifrada...inclemente decepção
Engano eu a você
Espelho de eus sem sentido
Labirintos, ando e não me sinto perdida
A bússola, meu coração
Nas ruas por onde vagueio, me observam generais, de esguelho
Trago apenas a sapatilha velha, ela sabe como e porque veio
Não busca aplausos, reconhecimento
E para que o convencimento
Atributos argutos abstrações abortadas
 Energia  explosivamente ígnea, em mim
Forjaria universos fantásticos, mentes que mentem
Tão bem que quem nota é quase ninguém
Seriam solapadas para seu próprio bem
E quem não tivesse medo
Encontraria ainda, atordoado, o fim e o valor da lição
Sofrida, vitoriosa, extrema, amiga de sempre
Esperada solidão.

Renata Rothstein